segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Você aperta o botão e nós fazemos o resto!

Longe do mercado extremamente técnico, é muito complicado tirar  fotos com câmeras cheias de funções, quando o que a pessoa quer é só bater uma foto.



Kodak nº 1



Foi pensando nisso, que em meados de 1890, Geoge Eastman lançou a Kodak nº 1. A promessa era bem simples: aponte para a cena que quer congelar e aperte o botão. Estman foi um dos grandes responsáveis pela popularização da fotografia.

Geoge Eastman


A sua câmara "caixão" era simples de operar,  e tornou acessível para que milhares de pessoas fotografassem o seu dia-a-dia.

O modelo fabricado tinha cerca de 18 cm de altura por 10cm de largura. Com um único tempo de exposição, em torno de 1/25 segundos. O foco era fixo, sendo necessário dar uma distâcia de mais ou menos 2,4 cm.


Anûncio da Kodak nº1



A Kodak nº 1 foi a primeira a ter já a ideia de filme em rolo. Já vinha pronto para usar de fábrica. Era possível tirar cerca de 100 fotografias. Era só enviar a câmara sem abrir para criação dos negativos e das cópias. 

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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Tipos de câmera

Este post é baseado em uma exposição que fui e no livro: “Fotografia Manual Completo de arte e técnica” – Editora Abril Cultura. Para uma visão moderna talvez não sirva este conteúdo. Mas a título de conhecimento dos primórdios da fotografia vale a leitura.

Visitando a exposição “Passado e presente, acervo fotográfico de Pedro Mordente”, no hall do Museu Histórico Abílio Barreto, localizado à Avenida Prudente de Morais em Belo Horizonte, tive a ideia de falar sobre tipos de câmera.



















Sr. Pedro Mordente 

Existe uma variedade de modelos de câmeras fotográficas, cada uma vai desempenhar um papel diferente de acordo com o que se quer fotografar, e a qualidade da imagem que deseja.

Os quatro tipos principais são:

Visor direto














O visor fica no nível do olho, leve-a a altura do seu olho e será a extensão dele.
Existe uma pequena janela com uma lente bem simples que mostra uma imagem aproximada do que será fotografado.
















Vantagens: Baixo custo, excelente sistema de focalização.

Desvantagens: Cria o chamado “erro de paralaxe” que é um fenômeno que impede que você veja o que realmente está sendo visto. O tema fica literalmente fora da altura dos olhos, pois o visor está acima da lente, então podemos concluir que o que vemos está na altura do visor, e não da lente.

Monorreflex
















Com certeza a melhor maneira de enxergar é vendo através da própria lente ou objetiva. O enquadramento fica exato.
As Monorreflex SLR (single Lens reflex) vêm equipadas com um espelho interno onde a luz é projetada pela objetiva e refletida para uma tela de focalização. Depois passa por um prisma de cinco faces e aí chega aos olhos do fotógrafo.
O prisma serve para corrigir a imagem invertida.
O espelho é uma peça “móvel”, ele se desloca cerca de 45 graus para que a luz passe e atinja o filme.
A imagem projetada pela objetiva serve tanto ao visor quanto para o filme. O fotógrafo vê exatamente  aquilo que está sendo captado.

















Vantagens: Elimina o efeito de Paralaxe, focalização rápida, possibilita o uso de diferentes objetivas. 

Desvantagens: Câmeras pesadas, delicadas demais, ruído alto, difícil de focalizar em condições precárias de luz.

Reflex com duas Objetivas






















Possui basicamente um sistema com duas lentes: uma serve para o filme e outra para visualização do fotógrafo.
Os fotógrafos que optavam por este tipo de câmera diziam que era mais fácil de compor a imagem. Pois a imagem é projetada em uma superfície plana.
A lente de baixo queima diretamente o filme.
A lente de cima deixa  a luz passar e o espelho  reflete em uma tela de focalização.






















Vantagens: Operação silenciosa, focalização precisa, possibilidade de explorar ângulos na hora de fotografar.

Desvantagens: Erro de paralaxe, a imagem projetada na tela vem invertida, não possibilita uso de mais objetivas.

Câmaras de Estúdio






















Tem em um só aparelho: visão através da objetiva, imagem grande. Tem uma sanfona para deslocar para frente ou para trás, isso possibilita a focalização.






















Vantagens: O fotógrafo vê exatamente como será o negativo, não tem erro de paralaxe, muito boa para fazer grandes composições graças à tela de focalização com linhas quadriculadas.

Desvantagens: Muito grande e pesada, indispensável o uso de tripé, ter que usar um pano escuro sobre a cabeça, pois não verá uma imagem mais clara que é. Incômodo na imagem formada invertidamente.


Links úteis:

Agradecimentos:

Luiza Lanna e Danilo Carvalho.

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terça-feira, 15 de julho de 2014

Me apresentando

Olá,
Bem-vindo a  Blues Manipulação e Editoração de Imagens!


Como forma de abrir os trabalhos aqui do Blog da Blues, resolvi contar como tudo começou para mim! 


Sou Alexandre Ferreira Nunes, graduado em Publicidade e Propaganda. Fundador da Blues Manipulação e Editoração de Imagens. Já atuei em diversos mercados, mas sempre gostei mesmo foi de Photoshop. 
Aqui começa minha “maluca” caminhada pelo universo da fotografia e edição de imagem.

Comecei estagiando em agências de comunicação sem saber de nada, depois trabalhei com telemarketing, comunicação interna, edição de imagem, direção de arte, arte-finalista e assistente de criação. Comecei a perceber que tinha muitas dificuldades em ver coisas básicas no “layout”. Trabalhava em uma agência como arte-finalista e a equipe de criação veio de uma escola do tempo que se criava em Letra Set. Foi uma experiência magnífica, pois a capacidade crítica e perceptiva do pessoal era algo impressionante. Aprendi muito com eles. Com toda a minha dificuldade, resolvi que precisava estudar, foi então que um amigo, o grande Paulo Rodrigues, na época Diretor de Arte, me indicou fazer um curso de fotografia, para que eu melhorasse minha capacidade de percepção.  Foi um caminho sem volta. É um vício que você experimenta e não larga mais.
Fiz muitos cursos, workshops e estudei muito. Fui supernado dia-a-dia minhas limitações.
Devo muito ao meu Professor e Mestre, Otaviano Silveira, que me ensinou o que sei. E minha mãe, com toda a sabedoria que tem me ensinou: "Meu filho, na vida a gente aprende todos os dias, mas morre sem saber nada!"
Lição que levo comigo todos os dias, pois nos mantem humildes!

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Os inventores da Fotografia

Este post vai tratar dos primórdios da fotografia.

Mergulhado nos estudos, li em muitos livros sobre o assunto,  mas não achava um conteúdo que contasse dos bastidores, de como as coisas acoteceram, literalmente “do zero”. Foi então que o grande artista Danilo Carvalho, ex-fotógrafo me emprestou o livro dele. Uma publicação da década de 70, mas que é muito contemporânea. O título é: “FOTOGRAFIA – Manual completo de Arte e Técnica. Ed. Abril Cultura. Livro adaptado da série Time – Life Books: Life Library Of Photography”. Posso dizer que se trata da “bíblia” dos fotógrafos.

Então vamos aos trabalhos. Primeiramente quero deixar bem claro que este espaço vai ser aberto para compartilhar conhecimento, e discutir de forma saudável os assuntos relacionados a fotografia, luz, edição de imagem e tudo que se relaciona ao meio. Eu como autor do blog não sou “dono da verdade” e estou sujeito a erros, estou disponível para tirar dúvidas e reponder a todos. A ideia e que todos cresçam.



Os inventores da Fotografia.

    Fotógrafo desconhecido. Estúdio do fotógrafo Burguês, Paris 1870.


Impossível falar desse tema sem ter que refletir sobre ciência, arte,  física, química e filosofia.
A secúlos atrás, nos tempo que não tinha eletricidade, rádio, TV, Internet, ou se quer a imprensa era algo bem desenvolvido, as respostas aos questionamentos humanos vinha de observação e experimentação.
O ócio criativo fazia os pensadores, filósofos e cientistas ter insights.
Com a fotografia não foi diferente. Muitos artistas procuravam formas de registrar imagens para que pudessem têlas para a posteridade e sevir como auxiliar na pintura. Coisa que só poderia ser feita por um bom pintor. E ainda corria o risco de ter a imagem colocada com a visão dele.
Muitos estudiosos contribuiram para a fotografia ser o que é hoje. Experimentos muito rudimentares começaram a mais de 200 anos, mas para citar todos e seus inventores, seria necessário um espaço dedicado como um livro ou tese. Vou dar os créditos a dois grandes: Os francêses Joseph Nicéphore Niépce e Louis Jacques Mandé Daguerre.
Niépce estava buscando uma forma automática de copiar desenhos a traço nas pedras de litografia. Ele sabia que o betume, um tipo de asfalto, endurecia quando exposto a luz. Dissolveo o asfalto e cobriu uma chapa de peltre, que é uma liga de estanho, cobre e chumbo. Colocou sobre essa superfície uma ilustraçao a traço. Expôs a luz do sol. Depois lavou a chapa com óleo de lavanda para retirar o betume. Aonde o asfalto endureceu, a luz não passava. E no restante da placa a luz  passava. Niépce fez o teste colocando a chapa em uma camâra escura. O resultado foi surpreendente. Mas continuou seus testes com outros materiais, os resultados não eram nada animadores. Foi então que Daguerre tomou conhecimento da técnica desenvolvida por Niépce, e enviou-lhe uma carta. Ele também estava interessado em gravar imagens. O trabalho de Daguerre foi fantástico, com seus estudos aprimorou mais ainda a técnica estudada, e em 1839 apresentou na Academia Francesa de Ciências suas descobertas. O que ele descobriu foi que o material que tinha mais sensibilidade a aluz era o iodeto de prata, e ainda encontrou a solução para um problema secular que era fixar a imagem de maneira permanente sem fazer ela sumir. O composto químico “hipossulfito” não deixava os produtos se dissolverem, então ele podia expor a chapa e revelá-la antes que a luz atingisse a imagem. Depois usava um fixador para interromper a ação da luz. Concluindo, o esquema de Daguerre, o chamado “Daguerreótipo” era uma chapa de cobre revestida com uma camada de prata. Para tornar sensível ele colocava a chapa em contato com o iodo. Formava o iodeto de prata, que é sensível a luz. Para revelar colocava a chapa em contato com mercúrio aquecido. O mercúrio reage com a prata e forma as áreas claras da imagem. As partes não atingidas formavam as partes ecuras.
Assim temos o nascimento do considerado primeiro registro fotografico.


Louis jacques Mandédaguerre: Natureza morta no Estúdio do artista, 1837

O daguerreótipo foi ainda usado por décadas, mas se tornou obsoleto quando Willian Henry Fox Talbot apresentou a Royal Institution Of Great Britain o seu sistema negativo/positivo.
Tabolt era um cientista amador, mas de sólida formação. Usava uma câmara obscura para fazer croquis de seus primeiros experimentos. Consistia em colocar objetos sobre papel sensível a luz, produzindo silhuetas.  Ele sensibilisava folhas de escrever com uma solução de sal. Quando seca, escovava com uma solução de Nitrato de Prata. Logo aprendeu como retardar o esmaecimento da imagem. Observou que nas áreas com excesso de sal, quase não tinha sensibilidade. Então o que tinha de fazer era mergulhar tudo em uma solução bem concentrada de sal.
Colocava sobre tudo isso uma imagem branca, ou seja negativa. Prensou o conjunto sob uma chapa de vidro e expôs ao sol. A luz passava através da imagem branca, criando uma figuta preta. Temos então o positivo.
A “hora da verdade” era saber se este sistema ia funcionar se feito em uma cena externa. Então ele expôs em uma câmara. Obteve uma cópia positiva reconhecível.
Tabolt foi melhorando o que ele mas tarde chamou de “calótipo” (das palavras gregas: Kalos – beleza, e typos – impressão).
Melhorou a sensibilidade e o tempo de exposição. Torna-se possível agora fotografar pessoas.
O tipo de papel usado por Tabolt bloqueva a passagem da luz em alguns pontos, isso tornava a imagem um pouco borrada. Entra em cena o primo de Niépce. O Sr. Abel Niépce de  St. Victor. Ele apresentou a solução: fazia tudo em uma chapa de vidro revestido com uma emulsão de prata. O vidro já era um velho conhecido, tinha uma transparência uniforme, não apresentava problemas de textura, e era quimicamente inerte. Ninguém havia encontrado uma forma de fixar uma imagem no vidro. As chapas de vidro tinham alguns incovenientes: Eram pesadas, muito sensíveis para manuseio.

 Coleção Gernsheim, Universidade do Texas. O mais antigo desenho conhecido de uma "câmara obscura". Construida em 1544 por Reinerus Gemma -Frisius.

Em 1846 o químico francês Louis Menard descobriu o que mais tarde chamaram de chapa úmida. Algodão e pólvora podiam ser dissolvidos emu ma mistura de álcool e éter produzindo um líquido de grande viscosidade. Ao secar se transformava e uma película transparente, incolor e dura. Com o novo processo de revelação nesta chapa pode-se reduzir em até cinco Segundo o tempo de exposição. Agora podiam fazer imagens antes impossíveis de serem feitas.

No início dos anos 80 descobriram uma chapa seca a base de gelatina, ela mantia a sensibilidade e podia ser aplicada sobre suportes flexiveis. Nasce o filme de rolo. Esta nova forma de fazer popularizou-se e tornou acessível a fotografia para amadores, pois os profissionais ainda preferiam apesar das chatiações, as chapas de vidro. Temos que dar os créditos a Geoge Eastman, pois foi grande precursor da contrução de algo leve, barato e flexível (o filme em rolo). Ele produziu comercialmente equipamentos para fabricação em larga escala. Nascia algo bem parecido com o que já estamos acostumados, um aparelho leve e simples de operar. Eastman criou  a: “Eastman’s American Film”, uma indústria que produzia os rolos de papel revestidos com uma fina camada de gelatina. Após revelar era preciso retirar a emulsão do suporte, afim de obter um negativo que pudesse deixar a luz passar e capaz de reproduzir cópias. Em 1888 Eastman criou a primeira camera Kodak, inicanado uma nova era na fotografia.

Temos um resumo, não aprofundei muito pois a  ideia é simplicar, e fazer algo curto. Como disse no início escreveria uma tese ou livro.

Até o nosso próximo encontro, aqui no Blog da Blues!

Agradecimentos especiais e post dedicado aos Amigos familiars e parceiros:

Claudia Silva, Daniel Coelho, Danilo Carvalho, Daniela Faby, Davidson Rodrigo, Décio Daff, Guilherme Cattoni, João Pedro Shneider, Renato Siqueira Nunes, Renata Ferreira Nunes, Luís Fernado Soares, Luiza Lúcia Ferreira, Luíra cattoni, Leandro Preisser, Rodrigo Preisser, Marina Ferreira Nunes, Matheus Abraham Alves, Matheus Shneider, Otaviano Silveira, Paulo rodrigues, Raquel Pacheco, Ulisses Alves, Yeshe Matos. 

Cada um a seu modo, na sua medida, mas todos muito importantes! Muito obrigado!

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